Debate na web: Futuro do pretérito ou pretérito do futuro

Hoje foi um dia especial. O #debateFolhaUOL entrou no ranking do twitter mundial. A transmissão pela web foi de uma qualidade excepcional (confira os comentários no meu twitter). O Blog do Tas participou da transmissão. Os internautas puderam participar pela primeira vez de um debate com os candidatos a presidente do Brasil. E os pontos positivos terminam aí.

Se a forma é ousada, me desculpem os ilustres Dilma, Marina e Serra, os candidatos são do século passado. Ou, pelo menos, suas assessorias são. Criaram regras inflexíveis e medrosas que impedem que o eleitor mais interessado possa ter algum tipo de atração por conversa tão controlada.

Sem dúvida, a grande contribuição do #debateFolhaUOL, tag que figurou no ranking do Twitter mundial nesta tarde histórica, foi a participação do público fazendo perguntas aos candidatos. Veio dali a novidade que nos lembrou que somos nós, a sociedade, o principal interessado nessa disputa. Há muito, as TVs viram seus debates serem engessados por regras cada vez restritas que transformaram o debate num jogo de xadres morno que só interessa aos próprios candidatos, seus partidos e a jornalistas.

A internet, com sua arquitetura líquida, flexível e transparente deveria inspirar a política brasileira. Mas esta se recusa à conversão digital. Não nega seu DNA rígido, controlador e originária dos currais eletrônicos, como os maraenhenses, por exemplo. Digna de nota, a participação do candidato Plinio de Arruda Sampaio, que alijado do debate cibernético, abriu um link numa twitcam e entrou comentando abertamente, em tempo real, retrucando seus oponentes como um autêntico hacker da terceira idade. Boa, Plínio!

Queridos Serra, Marina e Dilma: vejam como foi a campanha eleitoral norte-americana ou na Inglaterra e entendam de uma vez por todas que o público está interessado em conhecer vocês do jeito que vocês são. Lá, os candidatos são obrigados a abrir até mesmo sua vida pessoal para que o eleitor possa vascular cada milímetro do seu passado. Lá, ao contrário daqui, eles vão até os programas de humor porque entendem que a lente dos comediantes podem iluminar e aproximar as candidaturas do eleitor. Aqui, ao contrário, eles fogem e o TSE censura a participação dos humoristas. Enfim, meus caros candidatos, espero que vocês entendam que o eleitor, que cada dia se aprimora (pelo menos este é meu pensamento e torcida) que vê-los do jeito que vocês são e não do jeito que os seus “dudas mendonças” querem que a gente engula vocês.

Digo isso com o maior respeito e consideração. Nunca antes na história desse país tivemos candidatos de nível tão alto. Infelizmente, nunca antes na história desse país tivemos candidatos- ou suas assessorias- tão medrosas quanto à livre expressão.

Viva a liberdade, viva a democracia, viva o Brasil!

FONTE: BLOG DO TAS

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