MEC distribui livro que aceita erros de português

Fonte: O GLOBO | De acordo com site, o Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação (MEC), distribuiu a cerca de 485 mil estudantes jovens e adultos do ensino fundamental e médio uma publicação que faz uma defesa do uso da língua popular, ainda que com incorreções. Para os autores do livro, deve ser alterado o conceito de se falar certo ou errado para o que é adequado ou inadequado, por exemplo: “Posso falar ‘os livro’?’ Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico” – diz um dos trechos da obra “Por uma vida melhor”, da coleção “Viver, aprender”.

Dentre as frases citadas e consideradas válidas estão “nós pega o peixe” e “os menino pega o peixe”. Uma das autoras do livro, Heloisa Ramos afirmou, em entrevista ao “Jornal Nacional”, da Rede Globo, que não se aprende a língua portuguesa decorando regras ou procurando palavras corretas em dicionários.

“O ensino que a gente defende é um ensino bastante plural, com diferentes gêneros textuais, com diferentes práticas de comunicação para que a desenvoltura linguística aconteça”, concluiu Heloisa Ramos.

Em nota encaminhada ao “Jornal Nacional”, o Ministério da Educação informou que a norma culta da língua será sempre a exigida nas provas e avaliações, mas que o livro estimula a formação de cidadãos que usem a língua com flexibilidade. O propósito também, segundo o MEC, é discutir o mito de que há apenas uma forma de se falar corretamente. Ainda segundo o ministério, a escrita deve ser o espelho da fala.

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2 comentários sobre “MEC distribui livro que aceita erros de português

  1. Algo a refletir

    Nos últimos meses, o caso do livro didático de língua portuguesa aprovado pelo MEC Por uma vida melhor da autora Heloísa Ramos e outros, tem sofrido muita repercussão na mídia. O livro em questão aborda temas de variação lingüística, afirmando coisas contrárias a língua portuguesa convencional ensinada nas escolas.
    O livro defende que o conceito de certo e errado deve ser substituído pelo de adequado e inadequado, isto é, a língua deve ser utilizada de tal maneira que concorde com a situação em que será aplicada. O livro diz que dizer Os livro não está errado, mas depende da situação em que a expressão for usada. Desde então o livro tem sofrido fortes críticas.
    Após ficar sabendo do livro e do que ele propunha, fiquei imediatamente surpresa com o fato. Logo surgiu em mim um sentimento contrário às idéias apresentadas. Creio que essa seja a reação da grande maioria das pessoas ao saberem sobre o assunto. Mas o fato é que grande maioria dessas pessoas, assim como eu, não sabiam de maneira exata sobre o que estava sendo abordado. Esse é o erro de muita gente, ao julgar algo do qual não tem conhecimento suficiente. Agora, desejo expor meu ponto de vista. Primeiro: em momento algum o livro afirma que se deve ensinar nas escolas a falar Os livro, embora muitos tenham afirmado ter lido isso. Segundo: a verdade é que muitas das pessoas que criticaram o que afirmava o livro aplicam aquilo em suas vidas. Há variações. Ninguém consegue falar um português 100% perfeito.É até absurdo afirmar isso. Terceiro: o que hoje é considerado certo, antes pode ter sido errado. Portanto, é realmente válida a idéia de trocar certo e errado por adequado e inadequado. Afinal, nós utilizamos a língua de acordo com as situações que vivemos. Quarto: já foi falado também que seria mais fácil ensinar a maneira correta a todos. Porém, um dos grandes problemas brasileiros é que muitas pessoas não tem acesso a escola, e por um erro do qual elas não tem culpa, devem sofrer preconceitos e exclusão?
    Para concluir: o livro também ensina a língua portuguesa convencional. O que os autores buscaram ali foi uma maneira de ensinar os alunos a serem mais flexíveis, de formá-los culturalmente. Isso se aplica diretamente ao fato do preconceito lingüístico, que deveria ser abolido de uma vez por todas da nossa sociedade.

  2. Bom, antes de criticarmos qualquer coisa, devemos procurar nos informar e nos aprofundar sobre o assunto e jamais nos deixar levar apenas pela opinião da mídia.O que foi publicado é que MEC distribui livro que aceita erros de português, erros de português? Quem definiu o que é certo e o que é errado no falar? Se nós que somos os usuários da língua falamos algo que não está totalmente de acordo com a gramática, estamos todos errados? E apenas a gramática que ao contrário da língua, é fixa e não se adapta a nada está certa? Bom, acho que devemos tomar cuidado ao nos posicionar sobre devidos assuntos, sou a favor dos que defendem que não se ensina a língua decorando regras, a nossa língua é uma língua móvel e em constante transfomação assim como nós seres humanos, que somos capazes de nos adaptar as mais diversas situações e ambientes, por isso digo que a língua portuguesa que realmente existe é aquela que falamos, e não a ditada através de inúmeras regras em uma gramática. O livro adotado pelo MEC em nenhum momento ensina seus leitores a falar “Os livro”, mas apenas mostra que no país em que vivemos devemos saber usar o tipo de linguagem adequada e mais conveniente para cada ocasião e lugar. E isso nada mais é do que a nossa realidade, não se usa a língua padrão para sair com os amigos, mas também não fala do mesmo modo que se fala com os amigos em uma entrevista de emprego. A língua portuguesa, repito, é uma língua móvel, que se transforma e se adapta a cada nova geração, a cada avanço tecnológico e a cada tendência juvenil, e é justamente essa realidade que o MEC e o livro em questão tem o objetivo de ensinar na unidade “Escrever é diferente de Falar”.

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