Paraná Clube sofre novo revés no tapetão

Da GAZETADOPOVO | O Paraná sofreu mais uma derrota na temporada, desta vez nos tribunais. Rebaixado no Estadual, o clube viu o Rio Branco ser absolvido na sessão extraordinária do Pleno, instância máxima do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), na noite de ontem. Porém, a decisão final só deverá ser dada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, já que ainda cabe recurso por parte da procuradoria do TJD.

Sou paranista mas ficaria envergonhado se o Rio Branco pagasse pela péssima atuação do Paraná Clube neste estadual!

Atletiba… Cuidado!

fonte_gazeta | Dados divulgados pela Polícia apontam que mais da metade dos casos de vandalismo registrados nas delegacias de Curitiba são de torcedores do Coritiba. Vale ressaltar que estes números foram levantados nos últimos 12 meses, ou seja, após a fatídica data da queda do Coxa para a segunda divisão do Brasileirão. Conclui-se com isso que a violência dentre este grupo independe de fatos negativos relacionados a equipe e que não foi tomada qualquer atitude após a destruição do estádio por seus próprios torcedores.

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Neste final de semana tem Atletiba… FUJAM PARA AS COLINAS!

Quando a piada perde a graça

FONTE: http://colunistas.yahoo.net/posts/10211.html

Há dois anos, Tiago Leifert virou queridinho da mídia ao transformar o “Globo Esporte” de São Paulo em um programa leve e dinâmico. Ganhou fã-clube, projeção nacional e destaque em outros programas a Globo, além de ser um dos brasileiros mais seguidos no Twitter. O telejornal esportivo, exibido no horário do almoço, ganhou uma bem-vinda dose de descontração.

Contudo, dois anos após estrear no comando do “Globo Esporte”, Tiago Leifert sente o gosto de ser vidraça, algo difícil para quem trabalha na emissora líder absoluta de audiência e está mais acostumado a ser bajulado do que questionado. Apenas neste ano, já arrumou polêmica com seguidores do Twitter (chamou parte deles de “imbecis”), teve atrito com Neto, ex-jogador e comentarista da Band e do Yahoo!, e é um dos responsáveis por tornar o jornalismo esportivo em uma espécie de “CQC”, onde o entretenimento vale mais que a notícia.

Não conheço Tiago Leifert. Nada tenho contra o jornalismo esportivo descontraído. Aliás, isso sequer foi algo criado e desenvolvido pelo jornalista da Globo. Há anos, os canais ESPN apostam em uma linguagem leve, mas sem deixar de priorizar a notícia. O “Bate-Bola”, um dos principais telejornais da casa, sempre foi uma atração descontraída no comando de João Carlos Albuquerque (primeira edição) e de Edu Elias (atualmente na MTV Brasil, no renovado “Rockgol”). Agora, Rodrigo Rodrigues apresenta a edição noturna do “Bate-Bola”, com todo traquejo adquiridos em anos de “Vitrine” (Cultura).

Mas voltemos à vaca fria. Tiago Leifert renovou o “Globo Esporte”. Mérito dele. Profissional competente, que volta e meia uma dúzia de detratores tentam desqualificar por ser filho de um diretor da Globo. Bobagem.

Tiago Leifert

O problema do “Globo Esporte” é outro e muito mais grave para o jornalismo. A atração, por escolha ou vítima de sua escolha, agora tem a obrigação de ser engraçada. E isto não serve apenas para Tiago Leifert. Repórteres e editores de imagem tentam provocar risadas com qualquer assunto, muitas vezes em detrimento da informação.

Outro dia, para dar um ar engraçadinho a uma matéria, um dos repórteres chamou o técnico Tite de Antônio Fagundes. O que ele quis dizer com isso, não se sabe. Ficou claro o nítido desconforto do jornalista e do técnico com a gracinha. Até mesmo Tiago Leifert soltou uma risada sem jeito direto do estúdio. Eu fiquei com vergonha alheia diante da televisão.

Não defendo o retorno de um programa sisudo. Que o “Globo Esporte” continue leve. Está em pauta o esporte, assunto que não deve ser encarado a ferro e fogo. Além disso, a atração é exibida durante a hora do almoço. Mas, de qualquer forma, é um programa jornalístico. Ninguém deve se esforçar pra ser bobo da corte em vez de jornalista.

Eu, que me preparei durante toda a adolescência para ingressar em Engenharia Elétrica e abandonei a faculdade em três meses para cursar Jornalismo inspirado por Juca Kfouri e José Trajano na apresentação do “Cartão Verde” (Cultura), lamento quando um estudante do curso cita o “Globo Esporte” como motivador.

E não adianta discordar. Tiago Leifert é mais um membro da Liga do Bom Mocismo da televisão, que também conta com Luciano Huck, com Angélica, com a turma do “CQC” e até mesmo com Jô Soares. Criticá-los é se expor ao apedrejamento, ou, nesses tempos modernos, perder seguidores no Twitter.

O jornalista é o símbolo máximo do bom mocismo à solta, que deixa a televisão bunda-mole. Por trás das piadas, ficam para trás assuntos sérios, como a negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro e as transferências nebulosas de jogadores. No “Globo Esporte”, tudo é festa. Mais vale uma matéria sobre um pretenso concurso de beleza entre Zé Love (Santos) e Dentinho (Corinthians) do que escancarar o submundo do futebol, que nem está aí pro torcedor.

Não à toa, o grande parceiro de Tiago Leifert é Caio Ribeiro. Aliás, está mais para escada, já que falamos de humor, não de jornalismo. Como Dedé foi de Didi, como Carlos Alberto de Nóbrega é para os personagens de “A Praça é Nossa”. Rei da obviedade, capaz de dizer no meio de uma transmissão de futebol que “é gol se a bola entrar”, Caio forma a dupla perfeita com o apresentador do “Globo Esporte”.

Triste fim do jornalismo esportivo que se meteu a ser engraçadinho. Tenta ser Pasquim e acaba virando “Zorra Total”.