Vai ter churrasco na #Praça do Japão ?

Da GAZETA DO POVO

Confesso. Levei um susto logo às primeiras notícias sobre a repartição da Praça do Japão em dois – feito um manju esfaqueado. O sacrifício seria para dar vez aos “azulões”, sinal da nossa pujança nos transportes, prova matemática da nossa falta de bitola para ônibus tão grandes. Acompanhei qual um torcedor o protesto dos moradores, o abaixo-assinado de mais de 2 mil indignados, os desmentidos da prefeitura, chamando o suposto desmanche de “adequação”, algo como um lifting. Só não se queimou pneu na esquina da Sete de Setembro com a Francisco Rocha porque Buda não resistiria.

Fiz propósito de ano-novo de que não abriria minha boca a respeito, nem sob tortura, o que aqui descumpro sem pudores. Como já se alertou, o caso da Praça do Japão não é bolinho. Corremos o risco de assistir aqui a uma edição local da “Estação Angélica”, em São Paulo, 2010, quando os moradores do rico e tradicional bairro de Higienópolis protestaram contra o projeto de um buraco do metrô na região.

Como se sabe, no meio do bate-boca alguém gritou que o local ficaria apinhado de “gente diferenciada”. A chapa ficou quente e a conversa, bem temperada. Em resposta à posição esnobe dos moradores, populares e ativistas brindaram o bairro com um bom churrasco de gato, seguido de pagode e coisa e tal. Virou piada infame do Danilo Gentili. A conversa desceu pelo ralo. O episódio curitibano pode ter o mesmo destino se for encarado como uma luta de classes nas barbas do Batel.

A Praça do Japão fica na proletária Água Verde, mas se vê como Batel, com o qual se identifica na aparência, na escolaridade e na conta bancária. Não é crime. Há casos semelhantes em outras divisas municipais. Parte da hoje rica Vila Isabel, por exemplo, é Portão. Mais que uma zona afortunada, contudo, a praça forma uma daquelas ilhas urbanas que causam arrepios de emoção até no mais insano dos urbanistas. Ali, “a cidade acontece”. Repare.

Apesar de todos aqueles monumentos à riqueza que brotaram do chão – escondendo impunemente a torre da Igreja de Santa Terezinha –, a Praça do Japão não é luxo só de vidro fumê ou pastiches neoclássicos. Não é só pessoal cheio da gaita. Há restaurantes que vendem comida barata e marmitex. Quitandas. Prédios de singles. Edifícios antigos habitados por vovós elegantes, que se viram como podem com a aposentadoria.

Sobretudo, o entorno da praça tem, acredito, um dos únicos casos planetários em que a trágica convivência da ciclovia com a calçada deu certo. É garantia de segurança pública. Não raro, até de madrugada tem gente treinando corrida, rumo ao parque horizontal da Avenida Arthur Bernardes. E onde tem gente tem paz. Onde tem marmitex e padaria também. Toda essa gente diferenciada e seus hábitos peculiares são garantia de tranquilidade para aquela parcela da população que tem salário médio de R$ 11 mil e não vive no Japão, mas nas cercanias da Praça do Japão.

Em tese, a passagem dos “azulões” – não pelo meio da praça, como se disse em meio à grita, mas pelo lado – só aumentará a prosperidade nipocuritibana. Quanto mais variados tipos de públicos, o que inclui quem entra e sai do ônibus, mais cidade.
Para não dizer que não falei das flores, é bom lembrar que não se conhece em Curitiba caso de praça que permaneceu merecedora desse nome depois de receber um terminal de ônibus. É incrível o poder das estações-tubo de transformar espaços de lazer em sombrios locais de passagem. Parece ser esse o fio da conversa – se os ânimos mais exaltados permitirem.

Em tempo. No início da década de 1960, falar (mal) da Praça do Japão era esporte municipal. Está lá nas páginas amareladas da velha Gazeta: dizia-se impropérios contra a lama em dias de chuva. Nos dias de sol, “mais parecia uma cratera lunar”, tudo culpa do prefeito Iberê de Matos, a quem o jornal não mandava afagos. Iberê se foi. A praça se consolidou às pingadinhas, tornando-se um desses locais onde se pode viver junto, tirar foto de casamento, praticar tai chi chuan, ficar de papo pro ar, levar os parentes para conhecer um lugar bonito. Não é pouco. Só nos resta dizer “devagar com o ônibus”, seu prefeito.

Texto: José Carlos Fernandes

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1332704&tit=Vai-ter-churrasco-na-Praca-do-Japao

A conspiração da caneta Bic

A famosa caneta Bic que pode ser encontrada em qualquer canto, faz parte de nosso dia a dia, afinal ela é barata, boa de usar e muito, muito popular. Mas você já parou para pensar como que ela se tornou tão conhecida?

A reposta mais comum seria que a caneta Bic é um bom produto, que tem um bom preço e é bem divulgada, porém podem haver outros motivos que fizeram esse objeto se tonar onipresente.

Em 2001 foram divulgado informações que ligam a Bic e a NASA. Esse vazamento de documentos revelou que as canetas podem ser sondas extraterrestres, que mandam informações completas de nossas vidas para fora do planeta, afinal o que seria melhor do que uma Bic para nos investigar, pois em todos os lugares que uma pessoa vai ela está, seja em casa, na escola, no trabalho, no ônibus (todo cobrador tem uma no bolso da camisa) e em todos os locais que se possa imaginar.

Muito provavelmente você deve estar perto de umas canetas dessas, talvez não no seu quarto, mas certamente existe uma delas em algum lugar da sua casa. Já parou para pensar que desde seu nascimento ela está lá? No momento em que nasce ela está por perto, afinal documentos são assinados para comprovar que você existe, depois dezenas delas estão em sua escola, na sua casa e também no seu trabalho. Não existe um meio de ficar longe de uma caneta Bic, elas veem e sabem tudo sobre todos nós.

Para quem não sabe Bic tem um significado: Big Inspekto Center (Centro de Grandes Inspeções, em tradução livre). Outra indicação de que essas canetas são sondas extraterrestre está no logotipo delas, onde aparece um alien segurando uma caneta na costas, como se quisesse esconde-la:

Contudo ainda existem muitas outras coisas que nos fazem crer que elas não são simples canetas:

– Qualquer lugar que vende algo, também vende canetas BIC (até na padaria você as encontra);

– Elas mudam de lugar. Já parou para pensar como elas sempre somem e aparecem sem explicação, mas raramente nos questionamos se elas apareceram no lugar que deveriam estar de verdade;

– Elas se multiplicam. Basta você comprar uma caneta para que de repente muitas outras surjam. Basta procurar que sempre se achará mais de uma;

– Elas somem. Não existe uma caneta Bic no mundo que desde o momento de sua compra até o momento que sua carga acaba, não tenha sumido pela menos uma vez.

Cuidado!!! Nós não estamos sozinhos e somos constantemente observados. Cuide das Bic’s ao seu redor, principalmente com as sondas avançadas, também conhecida como Bic Cristal e a Bic 4 cores, elas podem revelar todos seus segredos.

Cuidado!!! Eles estão te observando, tudo que você faz e principalmente tudo que você escreve…

Fonte: http://minilua.com/conspiracao-caneta-bic/