Paraná: Visite antes que acabe

FONTE: http://www.esmaelmorais.com.br/2013/03/parana-visite-antes-que-acabe/

TEXTO: Esmael Morais

A “Terra das Araucárias” se transformou em uma região propícia para as grandes negociatas. Aqui nestas plagas riscos não há no capitalismo. Se prejuízo houver, tenha certeza, será socializado. Se se pretende uma sacanagem, dentro da legalidade, instale-se aqui. Tem-se a garantia de não ser perturbado por quem quer que seja. Não é necessário investimento inicial. Dinheiro público a granel, sem juros ou correção monetária.

É impressionante a capacidade de as forças vivas paranaenses não se indignarem com os desmandos e negociatas que se praticam em cima do Estado. Os partidos e lideranças políticas não dão respostas à altura do desmonte que se pratica contra o patrimônio de todos nós.

Mês passado soubemos através de um estudo técnico do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) que as estradas pedagiadas há 15 anos quase não receberam melhoriasnesse período, que os usuários pagaram tarifas escorchantes todo esse tempo para simplesmente enriquecer alguns espertalhões.

Na Sanepar, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), houve aumento de 200% no lucro dos acionistas privados nos últimos dois anos. As tarifas de água e esgoto serão majoradas outra vez, no mês que vem. A companhia cobra dos usuários o tratamento de esgoto, mas, de acordo com a Polícia Federal, deseja todo o dejeto no rio Iguaçu sem efetuar o serviço.

Os serviços essências prestados aos cidadãos serão terceirizados. O governo do Paraná pretende pagar R$ 3 bilhões, pelos próximos 25 anos, para alguma empresa privada administrar o que ele deveria fazer com primazia. Isto por si só já é um escândalo, mas os partidos políticos ainda seguem dormindo em berço esplêndido.

Há vários contratos de prestação de serviço entre “amigos do rei” e empresas mistas, a exemplo da Copel, Sanepar, Cohapar, etc., sem necessidade de licitação. A Educação segue um caos, sem projeto pedagógico, sem rumo. A Segurança nem se fala.

Tenho a impressão que o Paraná está sendo liquidado como se fosse um final de feira. Portanto, visitem-no antes que acabe.

A guerra e a paz de Gustavo Fruet

Do blog CAIXA ZERO da GAZETA DO POVO

Gustavo Fruet foi ontem de bicicleta da Câmara até a prefeitura. Belo gesto, não há dúvida. Ainda mais se lembrarmos que a maioria dos homens públicos por essas bandas gosta mesmo é de carros de corrida, helicópteros e veículos blindados. Melhor ainda teria feito se fosse de busão, um sistema muito mais importante para centenas de milhares de pessoas e que exige melhorias imediatas. Mas os cicloativistas, na maioria de classe média alta, têm mais poder de mobilização do que os passageiros do Alferes Poli. Fazer o quê? Políticos vivem de agradar seus grupos de pressão.

Sensato, cordato, pacífico, Fruet é um diplomata nato. Sabe agradar. Mesmo sendo milionário e agora prefeito de uma grande cidade, continua com cara de paisano, o típico sujeito que você pode encontrar ao dobrar a esquina de casa. Faz bem em participar dos ativismos da classe média? Claro. Defender animais de rua, pedalar pela cidade ou fazer declarações sobre os direitos do urso panda serão sempre atitudes bem-vindas. E, nisso, Fruet certamente será exemplar, o que não é pouca coisa. Todos sabemos o que quatro anos de requianismo trazem de feridas a ser costuradas.

Mas ser prefeito de uma cidade cheia de problemas exige muito mais do que cordialidade. Exige enfrentamento. Fruet terá pela frente, como ele mesmo ressaltou, o desafio de melhorar o transporte coletivo. Isso ao mesmo tempo em que terá de manter a tarifa a um preço razoável. Para isso, precisará ver a fundo as contas do baronato das empresas de ônibus. Será ele o homem certo para a função? Esqueça o fato de Fruet ter se aliado a Osmar Bertoldi, dono de uma das empresas de ônibus da cidade. Pense só no tipo de conflito que isso representa.

Este, é claro, é só um exemplo de tarefa difícil para os próximos quatro anos. Há ainda o ICI e seus interesses. Há as grandes empreiteiras, que ganham com viadutos estaiados de R$ 94 milhões e que ganharão muito mais com o bilionário metrô. Há os 38 vereadores, não nos esqueçamos. Há os partidos aliados, ávidos pelo poder que tanto desejaram. Fruet não poderá agradar a todos, nem foi para isso que a população o elegeu. E fazer uma cidade melhor exige confrontos. Exige fazer descontentes.

Durante a eleição, Fruet respondeu a essa pergunta numa sabatina que promovemos na Gazeta. Perguntei sobre a experiência dele no PMDB: Requião o confrontou, e Fruet virou tucano. No PSDB, Richa virou o cacique e o boicotou: Fruet ficou até o fim, para lutar pelo partido? Não, virou trabalhista. Seria uma aversão ao confronto? Fruet respondeu longamente, dizendo que era sim um homem de comprar as brigas necessárias. Citou o mensalão, quando ajudou a cassar quatro envolvidos. O caso do deputado da motosserra. E as próprias brigas internas do partido.

Ok: todo mundo tem direito a crédito. Todos veremos agora como o novo prefeito se comporta. Será o caso de pegar o Circular Sul daqui a quatro anos e ver como ficaram o Osternack, o Pantanal, o Xapinhal e o Bairro Novo. Se o ônibus e as vilas estiverem na mesma, a promessa de mudança terá sido em vão. Esperemos que o modo de ir à posse, por mais que seja elogiável, não tenha sido o gesto mais ousado do novo prefeito. Afinal, todos queremos um bom 2013.

Texto de Rogério Galindo

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/blog/caixazero/?id=1332263&tit=a-guerra-e-a-paz-de-gustavo-fruet

Por que os trabalhadores da Copel entraram em greve?

Cidadão paranaense: você é dono da Copel, uma empresa cujo principal acionista é o Estado do Paraná. Por isso, é nossa obrigação informar a você porque começamos, nesta quinta-feira (22), uma série de paralisações na empresa – as primeiras em 23 anos.

Nos dois últimos anos, a Copel bateu recordes sucessivos em lucratividade. Bom para todos nós, paranaenses. Mas muito melhor para os donos de ações da empresa, que viram sua fatia nesses lucros subir de 25% para 35% do total, por determinação da diretoria indicada pelo governador Beto Richa (PSDB).

Muito bom, também, para esses mesmos diretores, que aumentaram os próprios salários, nesse período, em 42,34% (e quem diz isso não somos nós, mas a própria Copel, em documento público disponível na internet).

Mas e nós, trabalhadores? Nesses dois anos, ao nos sentarmos com a direção da empresa para negociar nosso Acordo Coletivo de Trabalho, tudo o que temos ouvido é uma série de “nãos”. Os diretores, tão dóceis com acionistas e com eles mesmos, são inflexíveis, intransigentes, com as pessoas que fazem da Copel um motivo de orgulho para todos os paranaenses.

São dois anos sem aumento real de salários. Enquanto isso, outras empresas do setor elétrico concedem ganhos reais a seus funcionários. “E eu com isso”, talvez se pergunte você? Saiba que isso é péssimo para a Copel, que está perdendo, nos últimos anos, dezenas de empregados extremamente capacitados, que desistem da empresa por conta dos baixos salários. Quem perde, com isso, somos todos nós, paranaenses. E você, dono da Copel, precisa saber disso.

Este ano, não deu mais pra engolir a intransigência e a prepotência do atual comando da Copel. Recusamos a proposta que um representante da direção chamou de “indecorosa” em assembleias com participação recorde de 5.840 copelianos – ou 61% do total de empregados da empresa. E foi uma recusa categórica: 73,51% dos votos rejeitaram a prepotência, a intransigência da direção da Copel.

Você, cidadão paranaense, pode estar se sentindo contrariado com nossa decisão. Pois saiba de outra coisa: os 15 sindicatos que representam 97% dos trabalhadores da Copel tentaram, de todas as formas, seguir negociando com a empresa para que tivéssemos um aumento real. Mas foram os representantes da empresa que se retiraram da mesa de negociações, dizendo que não haveria nova proposta. E isso não mudou nem mesmo depois que rejeitamos maciçamente a “proposta indecorosa”.

Outra coisa que você deve saber: nas negociações, esses representantes pintam um cenário ruim para o futuro da Copel, bem diferente daquele exibido nas dezenas de anúncios feitos pela empresa no rádio, na televisão, na agência de notícias do governo. E bem diferente daquele exibido aos acionistas.

Afinal, nós, que construímos a Copel, não merecemos o mesmo respeito que merecem os acionistas, ou os diretores? Não queremos 42,34% de aumento. Somos responsáveis. O que pedimos são 8,5% de aumento, o que significa pouco mais de 2,5% de aumento real. É justo, não?

Nós achamos que sim. E, como somos mais de 9 mil pessoas que têm valor, e não preço, decidimos fazer essa paralisação de alerta. Por enquanto, só nesta quinta-feira. Só haverá outras se a direção e o governo do estado se mantiverem intransigentes. E, nesse caso, você já sabe a quem deve cobrar providências.

Contamos com seu apoio, da mesma forma que você sempre pôde contar com a Copel e seus empregados, em todos os momentos.

Trabalhadores da Companhia Paranaense de Energia

Requião e Richa: Sinônimos de nepotismo?

Durante as eleições vocês viram aqui no DMW diversas criticas ao governo Requião e acredito que ficou bastante claro para todos o meu repúdio ao nepotismo característico da gestão!

Beto Richa com seu discurso pró “profissionalização” da gestão pública me fez acreditar que a coisa ia mudar e que pessoas competentes, ou ao menos conhecedoras dos assuntos do qual são responsáveis, seriam nomeadas para os cargos mais importantes.

O Governo Richa nem começou e o que vemos são parentes, ou amigos de parentes, ou vizinho de amigos do filho do sobrinho de parentes… seilá… prestes a ocupar os mais importantes cargos da futura administração!

Fica a pergunta: O que Richa tem de diferente de Requião? Este, com seu perfil populista, ao menos não deixou faltar o leitinho da criançada.

Obviamente não votei no Requião… mas quase votei no Richa (mudei de ideia na boca da urna após receber ameaça de um candidato a deputado do PSDB – quem me conhece sabem que é). Que os próximos 4 anos não me façam me arrepender de quase ter dado meu voto pra ele!

Ah… fiquei indignado depois da seguinte notícia publicada na GAZETA DO POVO:

O prefeito Luciano Ducci (PSB) confirmou via Twitter que o filho do governador Beto Richa será seu secretário municipal de Esportes. Há vários dias cogitava-se a hipótese, mas o prefeito vinha se esquivando de responder. É o terceiro caso de nomeação de parentes (próprios e de aliados) na prefeitura em poucos dias. Ducci havia nomeado a tia de Fernanda Richa, Maria Christina Andrade Vieira, para a Fundação Cultural de Curitiba. Depois, anunciou a própria esposa, Marry Ducci, para a Fundação de Assistência Social. Agora, Marcello Richa é confirmado no secretariado.Marcello é jovem, não tem experiência administrativa e está no início da carreira política. Preside atualmente a Juventude do PSDB. Será, no entanto, a terceira geração da família a assumir cargos públicos do estado.

#requiao ofende Governador #betoricha

Não dá pra entender a cabeça do eleitor paranaense… se fosse seguir alguma lógica, ou o Requião ou o Beto Richa não seria eleito.

A pergunta que fica é: Cadê os 40 hospitais que tanto o Requião fala desde o primeiro mandato? Se algum existe, este funciona???

Durma-se com um barulho desses!