Abuso do exame de suficiência do CRC / CFC

Acabei de ler no site no CRC, num comunicado relativo ao Exame de Suficiência:

“As inscrições para a primeira edição do Exame encerraram-se no dia 11 deste mês, com o total de 16.607 inscritos, sendo 2.356 técnicos em Contabilidade e 14.251 bacharéis em Ciências Contábeis.”

Me formei contador ano passado (pasmem…) e terei que fazer o teste pra obter minha credencial. Paguei a bagatela de R$ 100,00 para poder fazê-lo.

Calculando “de cabeça” 16.607 inscritos vezes R$ 100,00 da inscrição igual a … R$ 1.660.700,00!!!

Isso mesmo… mais de um milhão e meio de reais!

Já tenho a credencial de técnico em contabilidade e pagarei pela anuidade mais de R$ 300,00 e terei que pagar a anuidade de novo, daí por diante como Contador, um valor ainda maior.

Mas tudo bem! Comparado com outros tantos Conselhos de Classe o meu até que é “atuante”. Mas cobrar R$ 100,00 pra provar que eu entendo de contabilidade? Pra que serve meu Diploma da UFPR, a melhor neste curso do Brasil? Se eu não fosse bom o suficiente a Universidade não teria me dado o canudo, certo?

Mano Menezes começou carreira no Iraty, do Paraná

FONTE: PARANÁ ONLINE

Uma pessoa simples, que morava no alojamento do clube com os demais atletas, saía de carro apenas como carona e gostava de assar carne ao lado do Estádio Coronel Emílio Gomes. Essas são as lembranças que Mano Menezes deixou no Iraty, clube paranaense comandado por ele na Série C do Campeonato Brasileiro 2003.

Em Irati, no interior do Estado, o novo treinador da Seleção Brasileira viveu momentos de humildade. Antes de construir carreira no mundo do futebol, também chegou a ter rotina de “operário da bola”. “Acabava o treino, ele caminhava do estádio pra casa do atleta. Era lá que o Mano morava com os jogadores, no alojamento do clube. Também não me lembro dele ter carro, pois cheguei a dar umas caronas pra ele”, recorda Hélio Salmon, 63 anos, vice-presidente do Iraty.

No comando do Azulão, Mano teve uma campanha ruim e não ficou mais que três meses. Foram quatro derrotas, um empate e uma única vitória, na despedida contra o Grêmio Maringá. Ainda assim, o povo sente saudades. “Era um sujeito bacana. Gostava de conversar com o pessoal, de falar do time e da cidade. Isso quando não assava uma carne com a gente, nas horas de folga”, conta Luiz Carlos Ramos “Bola”, 54 anos, radialista em Irati.

Pelos momentos de carne assada na precária churrasqueira ao lado do estádio do Iraty, Mano Menezes ganhou um pouco mais que amizades. “Sabe como é, com aquele jeitão gaúcho de falar, logo começamos a chamá-lo de ‘Ti e Tu’. Era inevitável deixar de apelidá-lo. Ele não sabia falar você”, diverte-se Hélio Salmon.

Camarada de todos, Mano chega a ser absolvido pela frágil campanha no interior paranaense. “Ele trouxe pro Iraty o Luizinho Netto, que era seu conterrâneo no Rio Grande do Sul. Como o projeto do clube sempre foi revelar jogadores, creio que ele cumpriu bem a missão”, analisou o radialista Bola.
Além dos amigos e dos churrascos, Mano Menezes deve guardar boas recordações do Iraty na memória. Foi contra o clube de Sérgio Malucelli que o treinador da Seleção conquistou sua centésima vitória no comando do Corinthians, durante um torneio amistoso no norte do Paraná.

Apesar de carrasco, tudo terminou em churrasco. É o que conta Geraldo Campanholi, atualmente diretor do Iraty, mas que na ‘era Mano’ era um simples torcedor. “Fizemos um borrego pra ele em Londrina. Sempre é bom ver alguém que trabalhou com a gente vencer na vida. Agora nos resta torcer por uma carreira vitoriosa com a camisa canarinho”, finaliza.

Exame de suficiência será exigido apenas a partir de Novembro

FONTE: CRC/PR

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) prorrogou de 29 de julho para 29 de outubro o prazo máximo para que bacharéis em Ciências Contábeis e técnicos em contabilidade solicitem o registro profissional sem a realização do Exame de Suficiência. A partir de 1º de novembro, uma segunda-feira, passa a ser obrigatória a aprovação no Exame para o exercício da atividade contábil. De acordo com o presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, a decisão de prorrogar o prazo foi tomada na sexta-feira passada, em reunião plenária da entidade, realizada em Brasília,com base em relatório apresentado pela comissão técnica, composta por conselheiros de todo o Brasil, responsável pela implementação do Exame. “Foram apontadas dificuldades operacionais, como o tempo necessário à contratação da instituição que ficará encarregada por promover o Exame”, explicou.

As informações sobre o Exame foram repassadas pelo presidente do CFC, como notícia em primeira mão, sexta-feira à noite, em  palestra ministrada no Hotel Internacional Termas do Gravatal, local onde aconteceu a Assembléia Geral da Federação dos Contabilistas Catarinenses (Fecontesc), com a presença de lideranças contábeis de todo o Estado. Na oportunidade, Juarez Carneiro falou da importância – para o fortalecimento da profissão – da Lei nº 12.249, sancionada em 11 de junho, que garantiu o retorno do Exame de Suficiência e deu ao CFC o poder de normatizar. Ele lembrou que a contabilidade hoje, no mundo, já é a quinta profissão mais demandada e, nos próximos 10 anos, pode chegar ao topo. “Para isso precisamos contar com uma legislação moderna e investir no constante aprendizado”, listou.

Outra novidade repassada pelo presidente do CFC foi a decisão da entidade, também tomada sexta-feira, de fazer uma campanha de arrecadação de recursos para a construção de 100 casas em Santana do Mundau, uma das localidades mais castigadas pelas enchentes que atingiram o Estado de Alagoas. “Tenho certeza que os contabilistas catarinenses, por também terem passado pelo mesmo drama, serão solidário nesta hora”, observou.

Reunião –
A reunião da Fecontesc debateu vários temas de interesse da classe contábil, como honorários, educação continuada, Substituição Tributária e o Registrador Eletrônico de Ponto (REP). Participaram do encontro o deputado federal Cláudio Vignatti e o deputado estadual Renato Hinnig, que falaram sobre seus projetos e das ações que vêm desenvolvendo para impedir que as empresas enquadradas no Simples Nacional sejam prejudicadas pelo regime de Substituição Tributária. Também estiveram presentes os presidentes da Fenacon, Valdir Pietrobom; da Fecontesc, Jandival Ross; do CRCSC, Adilson Cordeiro (em exercício); e dos Sescons Santa Catarina, Elias Nicoleti Barth, de Blumenau, Daniela Zimmermann Schmitt, e da Grande Florianópolis, Augusto Marquart Neto.

Márcia Quartiero
Assessoria de Comunicação do CRCSC