Como funciona o voto proporcional

Uma coisa que confunde os eleitores brasileiros é o voto proporcional. Existem três cargos legislativos que utilizam esse sistema para definir os eleitos: deputado federal, deputado estadual e vereador. O voto para senador é majoritário, ou seja, ganha quem tem mais votos.

Talvez essa seja a grande dificuldade do brasileiro: entender por que um deputado mais votado pode ficar de fora, enquanto um menos votado acaba eleito. A explicação é simples, mas vai de encontro à cultura política do país.

Em primeiro lugar, o eleitor não vota no candidato. Vota no partido ou coligação. Ou seja, a primeira coisa que é feita com os votos dos eleitores é a soma de todos os votos que foram para o partido ou coligação. Esses total contempla os votos nas legendas e os votos nos candidatos. Então descobre-se quantos deputados ou vereadores o partido ou coligação elegeu a partir do quociente eleitoral, ou seja, o número total de votos válidos dividido pelo número total de vagas. Isso significa que um deputado pode ser muito votado e, ainda assim, não entrar porque seu partido não recebeu o número suficiente de votos.

Em seguida, verifica-se, em cada partido ou coligação, a colocação dos deputados, do mais para o menos votado. Se o partido ou coligação tem direito a seis vagas a partir do número total de votos recebidos, elegem-se seis candidatos, mesmo que o último deles tenha poucos votos.

Este sistema chama-se “lista aberta“, em que o eleitor faz duas escolhas em apenas um voto: qual o partido que deseja que o represente e, dentro deste partido, qual o candidato que condiz com sua opinião.
fonte.: http://oestadocritico.blogspot.com.br/

Ninguém é ficha limpa: Osmar Serraglio na berlinda do DMW

A regra deste espaço é clara. Colocamos o nome do candidato no Google e divulgamos as pequenas manchas na ficha dele.

No episódio de hoje: OSMAR SERRAGLIO

FUNCIONÁRIO FANTASMA

O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) envolveu-se em duas irregularidades graves, com ramificações na Câmara dos Deputados e na Câmara de Vereadores de Umuarama, no Noroeste do estado. Entre os 21 funcionários do parlamentar em Brasília está Cristiano Derenusson Nelli, que também ocupava o cargo de secretário-geral no Legislativo do município paranaense. A possibilidade de ter um funcionário fantasma no gabinete – Nelli cumpria expediente na Câmara de Vereadores –, o qual ainda acumulava dois cargos públicos, causou desgaste a Serraglio ao longo da semana.

FONTE: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=988873&tit=Assessor-de-Osmar-Serraglio-tinha-dois-cargos-publicos

CENSURA NA WEB

A reforma eleitoral foi votada e aprovada na Câmara por aclamação. Mas foram 221 os deputados que viabilizaram a aprovação do texto com as várias restrições à web durante o período eleitoral.

O plenário da Câmara estava sofrendo um processo de obstrução no dia 16.set.2009 porque havia sido requerida uma votação nominal. Nesse caso, são necessários pelo menos 257 deputados presentes (50% mais 1 dos 513 totais).

Tratava-se de uma votação sobre um tema adjacente – se seria permitida ou não a propaganda paga de candidatos na internet. Os partidos todos se mobilizaram, do PT ao Democratas, do PSOL ao PV, e colocaram os deputados em plenário para derrubar essa possibilidade. Só o PSDB estava contra. A votação teve 221 votos para vetar a publicidade paga e só 38 a favor.

Por conta dessa votação, a sessão pode prosseguir depois apenas com votações simbólicas. A lei eleitoral foi aprovada.

Um fato importante: Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, não aparece na lista de deputados censores. Mas ele foi o grande condutor do processo, presidindo a sessão.

FONTE: http://www.caldeiraopolitico.com.br/site2010/noticia.php?codigo=21622

CONTRA O FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO

A fidelidade ao governo se relativiza numa votação sensível em ano eleitoral. No caso da emenda que derruba o fator previdenciário a partir de 1º de janeiro de 2010, aprovada ontem pelos deputados, nove partidos da base de sustentação do governo (PCdoB, PDT, PHS, PMN, PTC, PTdoB, PSC, PRB e PSB) votaram unidos pelo fim do redutor de aposentadorias. Resultado: juntas, as legendas despejaram 79 votos favoráveis à emenda elaborada pelo líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC).

Outras siglas aliadas ao governo também se comportaram majoritariamente favoráveis à emenda da oposição. O PP, que tinha 31 deputados presentes no momento da votação, contabiliza 25 votos a favor do fim do fator previdenciário. O PR, com 28 presentes, aparece com 18 votos. O PTB colaborou com 14, dos seus 17 votos no momento. Por fim, o PV só não foi unânime por conta do deputado Sarney Filho (MA). Os outros 12 verdes votaram contra o fator. Juntas, as quatro legendas respondem por 69 votos.

A matéria, que ainda será analisada no Senado, foi aprovada na noite de ontem por 323 votos a favor, 80 contra e duas abstenções.

Maior bancada da Casa, o PMDB também teve um papel decisivo no resultado. Diante da pressão, o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN), acabou liberando a bancada. Assim, dos 65 deputados presentes à votação, 52 parlamentares voltaram as costas ao Planalto e votaram pelo fim do redutor de aposentadorias.

FONTE: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=32812

O objetivo aqui é mostrar que NENHUM deputado é ficha limpa. Tá no nosso DNA tirar vantagem. É hipocrisia qualquer candidato dizer que é honesto.

Participe você também deste espaço. Mande uma mensagem dizendo em quem vai votar e teremos prazer em mostrar os podres de quem você quer eleger.